1 – Como solicitar uma Missa Gregoriana?

2 – O que é?

3 – Quando começou?

4 – Ensinamentos da Igreja?

5 – A quem é confiado a celebração?

 

 

1 – Como solicitar uma Missa Gregoriana

Nome do solicitante:

Rua:___________________________________________Nº________________

Bairro:___________________________________

CEP:__________Cidade:____________________________Estado:___________

Fone: (    ) __________________________ e-mail:________________________

Nome completo da pessoa por quem quer oferecer a Missa Gregoriana

Nome:_____________________________________________________

 

Informações para solicitação de missas gregorianas:

Padres de Schoenstatt

Fone: (55) 3221-1092

Pe. Vandemir J. Meister  – WhatsApp (11) 98773-3618/Tim ou (55)99693-3116/Vivo

Rua Fioravante Antônio Spiazzi, 1530 – Bairro Dores

97.095-470 – Santa Maria/RS.

2 – O que é?

A Missa Gregoriana é denominada como o conjunto de 30 missas celebradas consecutivamente pelo sacerdote pela intenção de uma alma. Não é colocado nenhuma outra intenção. São missas celebradas em sufrágio de uma alma específica. Sufrágio, na linguagem litúrgica, significa atos de piedades e orações pelos mortos. Em primeiro lugar, oferecer uma missa é a expressão máxima de nossa piedade, pois ali se celebra o sacrifício de Cristo para salvar as almas. Em 2 Macabeus 12, 46 diz: ‘porque santo e salutar é o pensamento de orar pelos defuntos para que eles fiquem livres de seus pecados’. Depois vem outras expressões de piedade como: orações, esmolas, obras de misericórdias e indulgências aplicadas em favor das almas.

Missa Gregoriana não é missa com cantos gregorianos. Missa com canto gregoriano é uma missa do rito romano, como a conhecemos habitualmente em nossas paróquias e tem cantos gregorianos. É uma tradição mantida ainda hoje nos mosteiros beneditinos.

Missa Gregoriana não é missa tridentina, confundido por alguns católicos. A missa tridentina é uma missa rezada em Latim, com o Rito Romano, antes da reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II. Algumas missas são oficiadas pelo celebrante de costas para o povo, segundo o antigo costume.

 

3 – Quando começou a Missa Gregoriana?

A tradição da Missa Gregoriana começa com o Papa S. Gregório Magno quando ele ainda era abade de um mosteiro:

“No tocante aos sufrágios pelos defuntos, o Papa S. Gregório Magno (+ 604) deu origem ao costume das Missas diárias consecutivas: podiam ser três, sete, dez, trinta ou mais. A série de trinta tornou-se famosa com o nome de “Missas gregorianas”, baseadas no seguinte episódio narrado por S. Gregório Magno, outrora monge no mosteiro do Monte Célio (Roma):
Certo monge chamado Justo morreu; após o quê, foram descobertas três moedas de ouro ocultas entre os seus objetos de uso; tratava-se de algo ilícito no mosteiro. O Abade Gregório muito se entristeceu com o fato, pois o irmão havia falecido em situação irregular; devia purificar-se dessa falha no purgatório póstumo. Chamou então o monge Prior e mandou-lhe que fizesse celebrar uma série de Missas em dias consecutivos sem interrupção. A ordem foi sendo executada, de tal modo que certo dia o falecido monge Justo apareceu a seu irmão Copioso (monge do mesmo mosteiro), comunicando-lhe que havia sofrido as penas do purgatório até aquele dia, em que fora libertado; os monges haviam perdido a conta das Missas; todavia, ao ouvirem a notícia trazida por Copioso, verificam que o fato ocorrera após a celebração da trigésima Missa” (ver Diálogos, livro IV, 55). D. Estevão Bettencourt, Osb.

 

4 – Ensinamentos da Igreja sobre a oração por aquele que já partiu do nosso meio?

A oração uns pelos outros faz parte de nossa solidariedade espiritual. Esta solidariedade é de destino, pois todos fomos criados como filhos de Deus, e para ele retornamos (Editus/ Reeditus). Somos corresponsáveis uns pelos outros na oração, não somente aqui na vida terrena, mas também na vida celeste. Isto é comprovado pela intercessão dos santos, que já gozam desta grande Graça de Deus. Pedimos a eles que orem por nós junto a Deus Trino. Deus pensou-nos numa mútua corresponsabilidade – uns com os outros e pelos outros, e por fim, por Ele (Cristo). A “Igreja do Céu, Igreja da Terra e Igreja do Purgatório estão misteriosamente unidas nesta cooperação com Cristo para reconciliar o mundo com Deus.” (Reconciliatio et poenitentia, 12)

As pessoas que já partiram, e com mais razão, àquelas que fizeram parte da nossa história aqui na terra, nossos filhos, irmãos, familiares, parentes, conhecidos, por eles temos um compromisso espiritual de orar por eles. O Papa São João Paulo II disse: “Numa misteriosa troca de dons, eles [no purgatório] intercedem por nós e nós oferecemos por eles a nossa oração de sufrágio.” ( L’osservatorioRomano de 08/11/92, p. 11).

O Padre Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoesnstatt, fala de um “theologisches Zolidaritätsprinzip” e reza assim: Recebam a bênção de Deus, e, com ela, felicidade e salvação, os que se consagraram inteiramente a Schoesntatt, aqui e na eternidade. Amém.” (RC.17) O Padre Kentenich está falando de uma solidariedade no sentido de uma família mais ampla, isto é, os que juntos também vivenciam uma espiritualidade, e que os mesmos recebam a benção aqui – na vida terrena; na eternidade – vida celestial  por aqueles que estamos comprometidos espiritualmente a orar.

As formas e as quantidades de orações vão depender do amor que se tem por cada um daqueles que participaram da nossa vida. No entanto, a oração por excelência é a celebração do Mistério Eucarístico.  “A eucaristia é também o sacrifício de louvor por meio do qual a Igreja canta a glória de Deus em toda a criação. Este sacrifício de louvor só é possível através de Cristo: Ele une os fiéis à sua pessoa, ao seu louvor e à sua intercessão, de sorte que o sacrifício de louvor ao Pai é oferecido por Cristo e com ele para ser aceito nele.” (CIC 1361)

É o próprio Jesus quem nos convida a vivenciarmos tão grande mistério: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a Carne do Filho de homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós”. (Jo 6,53)

Em Cristo, nossas orações pelos que necessitam se fazem fecundas. Em cada Missa celebrada o sacerdote, em nome da assembleia ali presente, reza na Oração Eucarística pelos fiéis falecidos. Neste momento é que se dá exclusividade em uma Missa Gregoriana, pela intenção solicitada. “A todos os que chamastes para a outra vida na vossa amizade, e aos marcados com o sinal da fé, abrindo os vossos braços, acolhei-os. Que vivam para sempre bem felizes no reino que para todos preparastes.” (Or. Euc. V)

Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.” (Or. Euc. II).

Esta intercessão pelos defuntos faz parte dos ensinamentos da Igreja. Assim nos ensina o Catecismo da Igreja Católica §958 “A comunhão com os falecidos. “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (…) e, `já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados’ (2Mc 12,46), também ofereceu sufrágios em favor deles.” Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nos.”

 

5 – A quem é confiado a celebração da Missa Gregoriana?

As celebrações consecutivas das missas são confiadas a um sacerdote, que fica responsável de que sejam celebradas diariamente. Ele pode também solicitar a um outro sacerdote que celebre a intenção da Missa Gregoriana. O fundamental da espiritualidade da Missa Gregoriana é que as celebrações sejam diárias.

O que não passa pela fé do pregador, não chega ao coração de Deus. Neste sentido, é importante partilhar a história daquela alma pela qual se solicita uma Missa Gregoriana, para que o celebrante possa também fazer chegar aos ouvidos de Deus o seu clamor!

O sacerdote que se compromete com a celebração da Missa Gregoriana recebe o valor econômico referente a uma espórtula por cada missa celebrada.

 

Pe. Vandemir J. Meister, ISch.